quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sobre aprender vendo um filme

    Sabe aquela sensação de não saber por onde começar?
    Então, não to com isso, mas era só pra dar um charme já que faz tempo que não escrevo aqui. Sobre o tempo que passei sem escrever, digo que deu vontade algumas vezes. Sempre pensava: "vou transformar isso num blogue sobre cinema", porque acho que me dei bem nesses últimos textos que escrevi por uma tentativa de diferenciação de critica cinematográfica, mas posso estar errado. Enfim, chega dessa intro e vamos pro texto como ele é.

    Estava vendo a lista dos 7 mais do Scream Yell, logo na lista que mais me interessa é a de filmes (principalmente nacionais), já que critica cultural musical eu acompanho mais dia a dia e os cds já estão meio batidos pra mim.
    Enfim, entre os internacionais nada que me motivei a ver e nos nacionais a indignação com o Palhaço em primeiro lugar; Mas o primeiro lugar não importa, importa que eu tenha bons filmes pra ver; Logo me interessei por 3: As Canções, Além da Estrada (que achei que era argentino) e Quebrando o Tabu. Só o Canções que não tinha ouvido falar. Mas optei pelo último, pela minha pira por documentários últimos tempos.
    O tema foi mais discutido e dado valor a mídia já faz um tempinho(primeira metade do ano passado?), mas nada mudou muito até então, mantendo o assunto e o chute no calcanhar da sociedade bem doloridos. O filme, lembro que quando surgiu o bafafa sobre, era engraçado as pessoas falando "nossa o Fernando Henrique apoiando os maconheiros", e até eu tive leve espanto com isso, admito. E vendo o filme, me surpreendi com o título "Produção: Luciano Huck".
    E la foi a jornada de nosso ex-presidente e sociólogo, viajando o mundo com os idealizadores do documentário, buscando informações sobre como a descriminalização da maconha e das drogas em geral, diminuiria problemas para as pessoas e para toda a sociedade. E o filme é a documentação dos fatos, obviamente, trazendo uma grande relevância social e educacional.
    Pessoalmente, sempre prezei por mim tentar ouvir filmes melhores, ouvir músicas melhores... abrir a mente, tentar melhorar tudo que fazemos, através de um senso critico e é assim que tento melhorar algumas coisas. (Fora que ajuda a fazer boas conversas idiotas com o Emilio.) Obvio que não tem como julgar arte como melhor ou pior, mas você entendeu. Nisso, o filme bate em duas teclas fundamentais para quem vai assisti-lo: 
*Primeiro: ele vai te ensinar sobre um assunto relevante socialmente, como a população deve entender os processos e melhorias que ocorrem ao redor do globo sobre o respectivo assunto, colaborando uma melhoria na nossa própria sociedade.
*Segundo: aprender a fazer um documentário. Um roteiro muito bem elaborado, com há boas entrevistas, bons arquivos históricos e uma bom reflexo sobre isso; Uma estética bonita(o que não é "falado" nas aulas de cinema sobre documentários), e o assunto que tenha relevância social e que possa ser entendido pela pessoa mais leiga até a mais inteligente.
(e aqui deveria entrar algo sobre como filmes nos ensinam a viver)
Não sei como terminar, até tinha mais prática nisso. Eu vou tentar voltar a escrever. E esse foi meu texto sobre o que o filme que vi!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Dublagem

Para quem assim como eu, queria ser dublador e admira essa profissão


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Blogo porque preciso, relembro porque te amo

 
     Memória fotográfica. O que tu se lembra de cada momento que viveu? Sua namorada, que cara ela fazia que você adorava? O caminho de volta pra casa? O céu de cada noite?
     São algumas coisas que lembro de uma última namorada; Re-lembro, pois assisti "Viajo porque preciso, volto porque te amo". O filme é a memória fotográfica, literalmente, de um geólogo que tenta buscar em uma viagem de trabalho o esquecimento da antiga amada. Com uma câmera fotográfica, mais uma super 8 e uma câmera digital, como ele mesmo relata, registra essa viagem, em primeira pessoa, narrando seus pensamentos e anotações do trabalho. Poucos filmes relatam tão profundamente a visão de um homem. Esse, tipicamente nordestino, narra com jargões populares, sotaque e pensamentos arretados, sobre tudo que o cerca e tudo que ele quer esquecer.
     Não é fácil esquecer alguém quando se está em tédio. E tu sente na pele o que é isso. É você lá vivendo essa memória fotográfica.

     Com ritmo da narrativa bem lento, não desamine e insulte o filme em primeiro momento. É um filme experimental, que utiliza sobras de filmagens de um documentário dos anos 90, com imagens de 4 estados do nordeste. Junto com algumas filmagens atuais. Genial é a montagem dele.

     Sem personagens "cools", sem uma trilha bonitinha; O retrato de um nordestino nunca foi tão bonito, embalado por "morango do nordeste" e "dois".

terça-feira, 7 de junho de 2011

Apenas uma vez

Poxa, são 2:41 da madrugada. Poucas coisas acontecem. A mensagem do Celso pedindo meu celular; Emilio enviando Mr Jones; O vento; E o sentimento de ter visto um dos filmes mais bonitos de todos.
Não sei dizer se é clichê, piegas ou qualquer adjetivo ruim que estampe críticas populares sobre um romance. Não sei nem se é realmente um romance. É real, eu diria. Como nos trabalhamos a música para lidar de nossos amores; como rejeitamos nossos amores pela amizade de algumas pessoas;
Até mesmo a produção torna real. Câmera tremida, nenhum super-efeitos e as más atuações. É tipo as VHS dá sua mãe, mas bem pensadas. Sem ofensas ao diretor e toda equipe, mas porra, é isso. E é genial!
Não estou nos melhores dias, talvez por isso o mimimi. Mas é foda ver um filme que reflita muito sobre você. Pensando melhor, é tipo o VHS com imagens da minha (ou sua vida). E com as canções que não consegui terminar.
E ao final do filme, vem a lágrima que tu esperou que iria soltar em algum momento de emoção durante o filme.


P.S. Tá uma merda, mas se deixar pra amanhã, não postarei.
P.P.S Porra, ainda é filmado na Irlanda, quer algo mais bonito que isso? Aquela grama verde. Aquele mar frio e negro.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O que é tristeza para você?

    Bom desde que ouvi Moonshine do Gram, tive a certeza que era a música mais triste que eu já tinha ouvido. Ela é agoniante, e de tão agoniante, é triste demais. Não a letra, mas a música; Nisso, surge a discussão com Paulo e o Ector, que na ocasião citou "Timothy" do Jet, como a mais triste. Dado o desafio. Principalmente eu e o Paulo, nos botamos a descobrir qual era a música mais triste.
    Nenhum consenso ouve sobre isso, sempre um dizia que tinha uma que era mais triste. Não creio que tenhamos chegados, mas quando relatei sobre "Eyepennies" do Sparklehorse, ninguém questionou ou duvidou. Pra mim, é a música mais triste feita. É tão bonita, que chega ser triste. Ouvindo-a perdi a vontade de terminar a coca que estava tomando.
    É algo muito triste. Dae lembrei do Thomás Tristonho, um filme que está sendo produzido e antes dele há o projeto, "O que é tristeza para você?"; Admito, que o filme parece milhões de vezes mais interessante que o projeto, que soa meio cult. E não fica difícil parecer triste com as trilhas sonoras dos vídeos. Mas vale a pena conferir.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Porra, eu coreografei isso...

Me deparei novamente com um vídeo que já vi várias vezes no passado. Gravado em 2008, no show de calouros do ano, foi feito por idéia da "gang do pc", colegas nerds e loucos(e católicos, pra falar do Nico) que queriam dançar macho man. Faltava gente, convidaram a mim e o parudo. Parudo topou, eu... bom, eu ajudei a coreografar. Ou seja, olhar o vídeo e ver o que eles tinham que fazer e nas horas de musculação do clipe, falar para eles fazer qualquer coisa, mas organizei para eles dançarem uniformes, como você pode ver no vídeo.



Bons tempos aqueles. Só pra acrescentar vou colocar uma foto do Nico dançando macarena, demonstrando sua apresentação no Garoto IEI.

sábado, 26 de março de 2011

Mal de familia

Eu e confetti, sempre ficamos discutimos sobre as piores coisas dentro do Star Wars. Chegamos uma conclusão importante e idiota: Skywalkers tem uma doença hereditária. Nem passa despercebido tal fato, mas acho que nunca é ligado que ambos perdem a mão. É idiota, mas detalhe que me pergunto, "porque os dois tem que perder as mãos; tá, é um risco ocorrido quando se tem sabres de luz, mas porra, pq?"

Texto de merda, te odeio

Marcos Henrique diz:
 opa
Engster diz:
 opa
 tranquilo?
Marcos Henrique diz:
 no momento meio inquieto com uma parada
 nada tenso, mas me fez pensar um pouco
 sobre o projeto de cinema


    Assim começa, para mim, uma das mais importantes conversas que já tive sobre cultura, pensamento livre, insanidade, relacionamentos e diversas coisas. Ariel, é figura carimbada aqui, porque sei que é uma pessoa, que por mais diferente de mim, respeita minha opinião, loucura; só é desrespeitoso somente meu gosto pela coca-cola. que é recíproco, pelo não gosto dele.
   Achei que daria um bom texto escrever sobre a conversa, mas não consigo sintetizar. Pontos importantes dela é que a sociedade que crê ser diferente é conformista sem perceber. Não assistir globo, curtir Led Zeppelin e gostar de Quentin Tarantino, não significa que você esteja fora da massa. A análise crítica, é algo fundamental que falta a todos, é inibido naturalmente por medo de parecer chato ou louco, diante da sociedade.
     Isso lembra-me a teoria crítica (acabei de ler em um livro, para um trabalho, mas já conhecia). A inteligência já era considerada a análise das ciências sociais, dos fenômenos, dados, estatísticas. A teoria crítica era silenciosa, e estava acima, querendo que a ciência social confrontasse a sociedade, para assumir sua real função.

Observação: Porra, esse texto ficou uma bosta e confuso;

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Experiência sobrenatural

    Estava eu terça-feira, escrevendo o último texto, estressado e deprimido, conversando com o Ricardo, que sempre é uma pessoa tem uma boa visão das coisas. E falando sobre desabafo, disse que escrevia meus desabafos no blogue, não para mostrar pra todos como sou triste, quero chamar atenção ou coisa assim e sim, pois é algo terapêutico. É como se eu mandasse um barco pro mar, se precisar vai estar ali, mas não é mais meu. Mas também afirmei, que sempre pensei que se os alienígenas, actualmente sondarem nosso planeta, eles sondarão a internet e assim podem me achar e salvar, ou entender.

    Enfim, coincidência ou não, após isso, eventos estranhos se passaram comigo. Tá, não é o que podemos chamar de experiência sobrenatural intensa, ou algo assim, mas é sinistro. A começar por quarta, depois de ser cancelado a saída que ia fazer de casa, após dias passando mal, coloco a tela na cadeira e puxo meu colchão. Sinto meus pés molhados e quando vejo, meu colchão está encharcado. Tá, choveu a tarde, mudou o tempo do nada e deixei a janela meio aberta, confere! Agora me explique algo: Como um colchão, no meio da sala, embaixo de uma cama está molhado e todo o resto seco. Envolta do colchão estava meio molhado, na região onde o colchão estava. A teoria mais provável é chover e escorrer até lá, mas eu realmente não creio. E infiltração no teto, não há como, pois a cama está seca. Na hora fiquei assustado.
    Assustado até porque assim, eu meio que tenho mania de perseguição. Nessa casa nunca deu, mas nesse dia deu vários barulhos estranhos pela casa. Na minha casa antiga dava também, já estava acostumado, mas nessa começou a dar ou eu a perceber, nesse dia. Nada de mais pra quem tem mania de perseguição, mas sempre é um complemento.
     Bom, sem assimilar tudo isso antes, quarta-feira de manhã um número me ligou, não atendi, só vi a chamada perdida. Tentei ligar, estava fora de área. Após isso, esse número me liga umas 4 vezes por dia, atendo e dá o "tu, tu, tu" de como se eu estivesse ligando pra alguém. E depois de um tempo a ligação termina. O número fez sua última ligação ontem, próximo ao meio dia e depois disso, outro número fez o mesmo.
    Não to dizendo que isso é verdade, não to pedindo pra ninguém acreditar, nem nada disso. Mas ALIENS SE VOCÊS ESTÃO TENTANDO ME CONTACTAR, É SÓ DAR UM TOQUE. ;)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mad World - ou tudo que sinto nesse momento

    Todo dia, antes de dormir, eu me pergunto: "O que eu to me transformando? Eu era tão diferente... quem sou eu hoje, tão diferente do de ontem? Quem serei eu amanhã? Acredito tanto em coisas que as pessoas apenas se conformam e me vejo mais perto delas a cada dia.". Por fim, concluo: "estou ficando louco".
    Nessa altura do campeonato, não espero que as pessoas creiam no que eu digo. A maioria crê que eu invente esse personagem frustrado. Essas máscaras, esses delírios tudo é real. Por mais que sejam mais de um e reagem diferente a todo momento. Eu preciso de mudanças, tudo me entendia, mas também preciso da rotina pra matar meus pensamentos.
    Se os deixo muito livres, coisas boas não vem. Algumas sim, e quase todos os devaneios escrevo aqui, mas ultimamente tudo tem sido ruim. Penso mal das pessoas, me vejo tão solitário, longe de amigos e de pessoas que gosto em troca de pessoas que nem me satisfazem tanto assim. Não digo todos, mas também não digo que a maioria me apetece. E os que me apetecem, talvez poucos estão perto, consiga ter muito contato ou entusiasmem com minha presença. Isso que sinto falta do IEI, realmente. Não que tenha amigos piores aqui ou melhores lá. Mas lá morávamos todos juntos, era unido. Sempre podia contar com o Engsta, Ricardo, Parrudo, Dedo. E ainda sempre estava todos os outros pias do internato, que eram parceria e mais as amigas que moravam nos arredores. 
    Na época eu meio que me sentia um ursinho carinhoso, todos meus amigos lá e unidos lutávamos contra o "baixo-astral", junto com a Xuxa. Mesmo sem acreditar que disse isso, prossigo. Eu era uma pessoa comunicativa, conversava com todos, todos me conheciam, de certo modo. Aqui fora, me sinto o malvado. Se ferrando pra ser aceito do jeito que vivo, mas no fundo querendo ser um ursinho carinhoso. Nisso, conversando com o Ricardo ele me solta: "a vida é tosca e ninguém me avisou". Pura sabedoria.

"Feelin' all alone without a friend, you know you feel likedyin'." 


    Quem me dera ter tudo que amo tão próximo de mim. Amigos. Por mais "chora-chora" que parece, sinto falta de ter algo como uma namorada. Nunca tive, mais por crer que é algo difícil a beça, por ter a maioria viver numa rotina, querer ser "casal social" ou que entenda meu ponto de vista e respeite-o. Não, não estou dizendo isso para você, dona de casa, solitária, que pensa tudo igual a mim, vir e se declarar. Só estou colocando tudo que quero colocar nesse momento infernal. Mas também, se quiser, tudo bem, só não quero parecer um cara no programa "É namoro ou amizade?". Mas, da talvez única vez, que senti e entendi realmente a vantagem de "se ter alguém", me deixou um pouco mais confiante. Mas nem todo mundo entende meus pontos de vistas e por isso continuo aqui.
    Nessa falta de amor, que eu sinto desde pequeno, de tudo, sempre ouve alguém pra mim. As pessoas não acreditam, mas a Coca-cola, é meu amor. E é recíproco, bom é meio que uma prostituição, eu pago por amor. Não que eu não receba amor, creio que receba muito, só eu não sinto ou não o que gostaria. E no fundo é isso que move.


Vou terminar assim, porque não quero mais escrever. Por fim vou deixar o vídeo de Coffee and Tv do Blur, que meio que é meu hino no momento.