segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ultraviolence

2006. Ano que fui para Ivoti. Ano que pararia de usar o aparelho fixo. Por ir para Ivoti tive atraso na ‘paralisação’ do uso de aparelho fixo.
Chegando lá foi um auê, pois eu sozinho não sou uma pessoa muito empenhada em resolver as coisas, e ainda mais, sou muito esquecido. Imagina um piazote vivendo sem seus pais! Na lista do meu dentista de Rondão, não tinha nenhum dentista especialista em aparelhos(ou algo assim). A princípio o mais próximo seria em NH. Porém, Dona Nelsi, a enfermeira veterana no colégio e inventora das gotinhas (que curavam até câncer), sempre tinha um jeito. E me mandou em busca de um dentista. Isso já era no segundo semestre, para observar meu empenho.
Dia chuvoso. Não era forte a chuva, porém trovejava bastante. E sem conhecimento devido da cidade fui aventurar-me atrás do consultório. Entendi errado a explicação, e fui parar na casa do Maiquel, sem querer, pois sua mãe tem um consultório dentista. Ela me explicou que deveria ser um na frente do mercado. Lugar tão fácil de ser explicado, e ainda consigo errar.
Chegando lá, encontro uma linda garota e a recepcionista, que no começo do ano trabalha no IEI. Bati um papo bacana com a garota, tinha falado de marcarmos algo, já que não conhecia ninguém pela cidade, mas não peguei contato nem nada. Ela foi chamada pelo dentista. Depois disso só a vi saindo do consultório, sorrindo para mim. Assim termina a parte triste da história e começa a parte aterrorizante.
Como já disse, estava chovendo e trovejando. Cheguei na sala que tinha uma luz baixa e um Beethoven ao fundo, o que dá um tom bem cabuloso, principalmente após ver Laranja Mecânica. O dentista até era simpático, sempre sorrindo. Sorriso bem psicopata. Tipo estranho, cara de uns 30 anos, cara de maluco, ouvindo Beethoven, num dia de chuva e rindo e sorrindo como um psicopata, e não é pra ter medo?
Sentei na cadeira de dentista. Ele ligou a luz e começou a olhar meus dentes. A luz ofuscava minha visão e não via nada além dela. Num instante ele levanta a luz e diz: “Ah, já está pronto os seus dentes. Já posso tirar tudo!”. Cara que cagaço. Pegou um alicate e cantarolando a música, se botou a tirar o aparelho. Tirou uns 6 “quadradinhos” e dizendo que iria com calma, em outra consulta tiraria o resto. Calma? Nunca tive medo de dentistas, pelo contrário acho superdivertido, mas lá foi cabuloso.




Edição: Vale lembrar que na recepção não tinha quadrinhos da Mônica.

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