quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Filmes e contadores de história.

   Desde que parei de trampar de manhã, fiquei um tempo tendo aulas teóricas da carteira de motorista. Tudo isso acabou Quinta-feira passada. Desde lá, estou vendo filmes. Um por dia. Eu estava me sentindo impotente no assunto. Todo mundo falava de bons filmes, eu tenho uma grande lista e nunca podia vê-los. Isso me deixava meio deprimido, principalmente falando com a Ju, Thaise, Emilio e até o Ariel, nos tempos do colégio e o Ricardo, que quando milagrosamente converso onlaine, sempre sai algo.
   E lá fui eu. Filmes tem uma aura sem tamanho pra mim. Todo mundo fala dos livros, que são geniais, pois deixam espaço para imaginação. Eu gosto de livros e respeito a opnião, mas filmes são minha sina. Eu não gosto de imaginar histórias, eu gosto de senti-las. Acho que o filme proporciona melhor isso. E sim, filmes também deixam espaço para imaginação.
   E independente de ser livro ou filme, os caras mais filhas da puta que existem são contadores de histórias, pois eles fazem tu querer sair da realidade.
   Domingo pra segunda(retrasada). Vi um estranho no ninho. Estava louco pra vê-lo desde que comprei. E essa ansia não foi decepcionada por um bom filme que mostra um reflexo sobre conceitos de insanidade de forma leve e bem humorada. Jack Nicholson com toda a certeza, rouba muita atenção com sua atuação, como sempre (exeto em o Iluminado, que o piazinho atua melhor que ele, na minha opnião). Até acho que o filme mostra que louco é quem não enfrenta seus problemas e assim fica louco. Tem razão. Tem a ver com meu momento, que estou em meio a um conflito existencial, de certo modo e preocupado se tenho síndrome de Tourette.
   Quinta pra sexta. Apenas o Fim. É um romance brasileiro, muito bom. Filmado na PUC do Rio de Janeiro, mostra um casal jovem, onde a moça um dia decide ir embora. Ela avisa o rapaz e que eles tem 1 hora, até ela partir. O filme praticamente se passa em tempo real, pois tem 1h e 20 minutos. E há poucas tomas fora dessa conversa, sobre onde ele "errou", porque ir embora, se vão voltar a se encontrar. Pode parecer bem clichê e patético, mas eu achei genial. É o tipo de filme que tu assiste, ele te esmaga teus sentimentos e tu sai tipo, "caralho, que porra genial". Vale a pena. Para o cinema brasileiro, ele é até um avanço. Pois além de fugir do assuntos social, ele tem um estilo de filmagem mais aberto e que soa independente. Ah, fora todas referências "cult-nerds" nele.
   Sexta pra sábado.  Donnie Darko. Acho que é um drama. Com toda a certeza, está entre meus filmes favoritos, desde o momento. Estava parado no computador, desde que o Ricardo me deixou em fevereiro na visita dele e do Ariel. Na época a legenda não encaixava e deixei meio de canto. Mas nesses dias me deu vontade de vê-lo e tive. Procurei uma boa legenda e fui. Cara, é sensacional. Ele é muito rico em detalhes. O escritor colocou e literalmente viajou na sua história detalhes que soam geniais no enredo, que lhe faz pensar 20 ou 30 vezes, e não conseguir captar todos. É como o Emilio disse: "Não sei como toparam fazer um filme com um roteiro desses";

   Segunda pra terça. Dragão Vermelho. Hannibal é uma série que tenho que ver, mas sempre me esqueço. Esse filme mesmo, só assisti porque foi passado pelo professor de Psicologia e não conseguimos terminar, que além de prender minha atenção para ver o fim, também deixou um trabalho. É um bom filme, não achei o genial nem nada do tipo, mas é muito bom. Ainda mais analisando como o professor pediu, tem até muito se apreender.
   Terça pra quarta. High Fidelity. Lembro desse filme de pequeno. Já tive oportunidade de vê-lo, mas o via passando na tv eu trocava de canal. Ainda bem, eu não entenderia-o na época, correndo o risco de interpretá-lo como um filme bobo. É ao contrário. Em boa parte do filme achei que aquele filme, era o meu filme. Só que de forma indireta. Tudo que o personagem principal vive e conta, remete-me a mim. Não exatamente igual, mas remete. Eu ainda não li os livros do Nick Horby, mas cada vez tenho mais interesse, pois Grande Garoto e High Fidelity, dão vontade de conhecer tal sujeito que parece realmente entender como o mundo é. Se bem que não consigo imagina como é o High Fidelity escrito. Ele parece ter sido feito para o cinema. E para os atores. John Cusack, até soa meio estranho jovem. Ele não tem cara de ter sido um punk antigamente. Mas Jack Black, parece estar atuando um papel que é ele mesmo e o outro atendente da loja também. Confesso que ele me lembrou o Celso Neto, só que mais estereotipado, HAHA.
    Hoje pra amanhã. Hora de Voltar. É um filme que quero ver a certo tempo. O trailer que vi dá muita vontade, mas nunca achei-o em locadoras e sempre esquecia de baixá-lo. Estava me esquecendo, até ver no Arapongasmotorclub. Não me serviu o link deles, mas sim para me lembrar.

    Depois de hoje. Ainda não sei ao certo, mas há vários filmes já baixados e outras para baixar. Os baixados são L'elefant, Elephant(é outro filme), Wayne's World, 500 Dias com Ela (pelo nome nem baixaria, mas me falaram muito bem e várias pessoas)....

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