segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Nós crescemos, a infância fica

Ontem vi novamente, o Forrest Gump. Grande filme, acho que o com a história mais bonita, que já vi. Divide espaço com o da Amelie Poulain. Forrest, muitas vezes tratado como idiota, o que não é verdade, pois sua mãe sempre diz que: "idiota é quem faz idiotisse" e fazendo, sempre tudo do jeito que sua mãe, Jenny, Bubba e Tenente Dan lhe falaram, ele evita de ser idiota. Isso lembra-me, que há coisas que nos falam e marcam, e independente de certo ou errado, ou de que o tempo passa, elas ficam. Eu me vejo nisso, em muitos aspectos.
    "Amar o próximo", algo que ouvi quando era criança a todo momento, na igreja, na doutrina, escoteiro, a minha vó. Hoje, não tenho ligação com religião, mas isso é o que eu levo muito do tempo que eu era luterano. No ensino médio, um professor veio falar que estava me preocupando demais com outros e por isso estava indo mal nas matérias. Achei meio besta isso, na época e não mudei em nada.
     No fim de semana, conversando com uma guria ela falou que lembraria meu nome, por ter um amigo chamado Marcus, que é meu amigo também. Ele é meu amigo, e isso não muda, mas eu tenho uma bira com o nome "Marcus" ou de me chamarem assim. Quando eu era criança, sempre me chamavam assim, pra me zoar. Eu nunca entendi direito o que era, mas imaginava que seria algo relacionado a "gay", que eu não sabia exato na época o que era, mas tinha um pia na escola que todo mundo falava que era "gay", e o nome dele era Marcus, o que fazia não parecer ser boa coisa. Ou se quando é criança tu trata palavras como "Cu", como algo muito engraçado. Cu é algo obscuro.
    Deixe eu me lembrar de outra coisa, pra parecer que escrevo bastante. (Pausa e eu realmente, estou pensando);
    Olha, eu realmente, não lembro de algo específico, mas vou falar de algo que tem acontecido muito ultimamente. Eu tenho visto, que muitas coisas que o Ricardo e o Ariel falavam e eu levava meio na zoeira, acho que eles também, hoje se tornam verdades. Eu só gostaria dizer, que eles são os meus amigos que mais tem razão e lamento, não ter aproveitado esse conhecimento com eles. Mas que se foda, eu não me arrependo de ter tomado coca com eles, invés disso.

Enfim, acaba.

"Eu não sou um homem esperto, mas eu sei o que o amor é" Forrest Gump. Acho que é uma das frases mais marcantes do filme
  

3 comentários:

olh disse...

Uma das coisas que mais me marcou sobre as nossas chinelagens foi uma certa vez em que tu tava vendo um vídeo de um solinho de violão, bem calminho, de um roquezinho instrumental, no youtube.
Lá pelas tantas eu falei com desdém algo como "puts, Marcos, coloca algo mais agitado" e, como o vídeo pegava parte da platéia, complementei com um "e olha: o pessoal da platéia tá até dormindo".
Nisso tu me olhou feio e falou algo tentando me mostrar que a minha percepção da coisa era bem idiota.

Se não fosse por esse dia e pela tua puxada de orelha, eu, possivelmente, não teria pensado no meu comportamento, no jeito em que eu expunha as minhas crenças e como isso refletia na imagem que as outras pessoas tinham de mim.

Mr Bola de Cristal disse...

Eu lembro que um dia, tu falou "pare de ouvir esses rockzinhos" eu puto, coloquei Engenheiros e coloquei um fone de ouvido, com outra coisa"

locodeespecial disse...

"eu não me arrependo de ter tomado coca com eles"

Acho que não estou incluso no "eles"!