terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mad World - ou tudo que sinto nesse momento

    Todo dia, antes de dormir, eu me pergunto: "O que eu to me transformando? Eu era tão diferente... quem sou eu hoje, tão diferente do de ontem? Quem serei eu amanhã? Acredito tanto em coisas que as pessoas apenas se conformam e me vejo mais perto delas a cada dia.". Por fim, concluo: "estou ficando louco".
    Nessa altura do campeonato, não espero que as pessoas creiam no que eu digo. A maioria crê que eu invente esse personagem frustrado. Essas máscaras, esses delírios tudo é real. Por mais que sejam mais de um e reagem diferente a todo momento. Eu preciso de mudanças, tudo me entendia, mas também preciso da rotina pra matar meus pensamentos.
    Se os deixo muito livres, coisas boas não vem. Algumas sim, e quase todos os devaneios escrevo aqui, mas ultimamente tudo tem sido ruim. Penso mal das pessoas, me vejo tão solitário, longe de amigos e de pessoas que gosto em troca de pessoas que nem me satisfazem tanto assim. Não digo todos, mas também não digo que a maioria me apetece. E os que me apetecem, talvez poucos estão perto, consiga ter muito contato ou entusiasmem com minha presença. Isso que sinto falta do IEI, realmente. Não que tenha amigos piores aqui ou melhores lá. Mas lá morávamos todos juntos, era unido. Sempre podia contar com o Engsta, Ricardo, Parrudo, Dedo. E ainda sempre estava todos os outros pias do internato, que eram parceria e mais as amigas que moravam nos arredores. 
    Na época eu meio que me sentia um ursinho carinhoso, todos meus amigos lá e unidos lutávamos contra o "baixo-astral", junto com a Xuxa. Mesmo sem acreditar que disse isso, prossigo. Eu era uma pessoa comunicativa, conversava com todos, todos me conheciam, de certo modo. Aqui fora, me sinto o malvado. Se ferrando pra ser aceito do jeito que vivo, mas no fundo querendo ser um ursinho carinhoso. Nisso, conversando com o Ricardo ele me solta: "a vida é tosca e ninguém me avisou". Pura sabedoria.

"Feelin' all alone without a friend, you know you feel likedyin'." 


    Quem me dera ter tudo que amo tão próximo de mim. Amigos. Por mais "chora-chora" que parece, sinto falta de ter algo como uma namorada. Nunca tive, mais por crer que é algo difícil a beça, por ter a maioria viver numa rotina, querer ser "casal social" ou que entenda meu ponto de vista e respeite-o. Não, não estou dizendo isso para você, dona de casa, solitária, que pensa tudo igual a mim, vir e se declarar. Só estou colocando tudo que quero colocar nesse momento infernal. Mas também, se quiser, tudo bem, só não quero parecer um cara no programa "É namoro ou amizade?". Mas, da talvez única vez, que senti e entendi realmente a vantagem de "se ter alguém", me deixou um pouco mais confiante. Mas nem todo mundo entende meus pontos de vistas e por isso continuo aqui.
    Nessa falta de amor, que eu sinto desde pequeno, de tudo, sempre ouve alguém pra mim. As pessoas não acreditam, mas a Coca-cola, é meu amor. E é recíproco, bom é meio que uma prostituição, eu pago por amor. Não que eu não receba amor, creio que receba muito, só eu não sinto ou não o que gostaria. E no fundo é isso que move.


Vou terminar assim, porque não quero mais escrever. Por fim vou deixar o vídeo de Coffee and Tv do Blur, que meio que é meu hino no momento.

Um comentário:

Engster disse...

Não poderia deixar de dizer que:
1) Sempre torci pelo Baixo-astral e
2) Coca-cola não é digna de amor.

(eu sei que não é o tipo de comentário que se espera num texto assim, mas foi necessário)